Don Carlos - Reportagem Lisboa



Massivo em delírio; artistas actuando alargadamente de olhos cerrados guiados pela mística natural que se sentia no ar e variados itens acumulados no palco à espera de serem abençoados e autografados por Don Carlos.
Foi assim a comunhão que se celebrou na madrugada de 30 para 31 de Agosto no Armazém F.
Às 21h30 os arredores do Armazém F começavam a ganhar as primeiras cores e cheiros. Com um atraso devido a problemas técnicos, o Massivo ia-se juntando à porta do Armazém, para assistir a mais uma noite de puro Reggae.

Jula Jah abriu a noite com uma actuação um pouco atrapalhada pela fraca qualidade do sistema de som disponível para o warm up. Contrariando essas condições, foram debitando as suas escolhas de deep dub/roots, enquanto o Armazém se compunha. Com a sala já composta, ao colectivo junta-se Kalonga e Mr. Isaac para uma curta actuação. Ouviram-se várias produções originais, com especial destaque para «Acende a Chama», que fez o Massivo queimar (virtualmente) a babilónia, com os "sempre connosco" isqueiros. - Vocês estão prontos para Don Carlos? - perguntava Kalonga várias vezes ao Massivo que já enchia a sala, enquanto o mesmo respondia afirmativamente cada vez com mais convicção.

Como interlúdio, assitiu-se a uma bela e emocionante homenagem ao Massivo e ao Reggae em Portugal, com a crew Jah Live a passar as verdadeiras vibrações positivas, como já nos tem habituado ao longo dos seus eventos.

Com esta apresentação, Dub Vision Band entra em palco e aos primeiros acordes já se sentia o sentimento de redenção no íntimo do público. Boa banda de suporte, para um óptimo cantor, que mal entrou conquistou os presentes. Pela 3ª vez em Portugal, 1ª vez em Lisboa, Don Carlos mostrou-se senhor e irmão de todos os que assistiam o show. Dividindo as músicas em tunes e dubs, Don Carlos encantava nas primeiras e autografava nos segundos. Para juntar ao canto e encanto que nos deixou, ainda teve tempo para deixar assinaturas pelos mais variados objectos como bilhetes, bocados de papel, t-shirts com a imagem de Don Carlos, sweats, casacos, etc. Só faltou a tão mitica lingerie.
Ao longo de 2 horas, Euvin Spencer e a sua banda com Visão Dub presentearam a audiência com temas como «Living In The City» a abrir o alinhamento, «Movin», «Just Can't Stop», «Heartbreaker», «Time» um dos momentos altos da noite, «Jonny Big Mouth», «Harvest Time» entre outras. Guardando para o fim, o inevitável medley de Black Uhuru, levou o público ao delírio, cantando músicas como «Guess Who's Coming To Dinner», «General Penitentiary», «Sensimillia» e a sempre bem vinda versão de «Satta Massagana" já em encore que se transformou em mais um momento alto, com sabor a despedida.

Após o final do concerto, o colectivo Jula Jah rodou uns discos, nesta altura já com mais qualidade sonora, mas com menos público.
Noite memorável, que mais uma vez demonstrou a essência da raiz do Bem. E não se esqueçam: "Don Carlos loves You but Jah loves You more!" - Don Carlos ama o Massivo mas Jah ama mais!

press report by: Fábio Henriques
Reportagem fotográfica em breve.

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Fotos de Israel Vibration





Foi um verão muito quente em Portugal! Em relação ao Reggae claro! Desde os nossos artistas e selectas até aos grandes nomes deste movimento, foram muitos os eventos. Estas fotografias são do concerto que os Israel Vibration deram no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 8 de Julho! Clica nelas para veres melhor ; )

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Reportagem Riddim Contest 2006


Um ano depois, a R.I.O.T. oferece a todo o Massivo uma reportagem especial do evento Riddim Contest, para ser vista e ouvida em www.myspace.com/riddimcontest. Durante este mês de Agosto está disponível material da edição de 2006, desde vídeos a fotos passando, claro, pelo aúdio. Check it out now!

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Fotos Open Air

Entre preparativos, festas e descanso, andamos menos pelo espaço virtual, mas andamos!

Aqui estão algumas fotos da primeira Open Air, que aconteceu nos dias 6 e 7 de Julho na Costa Nova, aqui em Aveiro, só para dar uma ideia do espaço e do bom feeling que se anda a partilhar.


Jula Jah Soundsystem na selecção.


Patch 1 in the mix.


Impulsionadores do reggae. Contentes!


Espaço das festas.

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Sábado passado, dia 28, fizemos uma fogueira, um extra fantástico, vantagem das festas ao ar livre. No geral, o som esteve em grande!


O Reggae a manter a chama bem viva!


Santrana & Givernau/Plasticina/Cutroots having fun.

Um big up a todos os que têm ajudado a tornar isto possível, a todos os que estiveram presentes e também aos sounds e selectas - Cutroots, Rastaman Vibes, El Gadzé, Jula Jah & friends, Dubolicious, XamanRas, Mighty Gil, Santrana & Givernau e LivreDeConsumo. O Sunshine Reggae + Mandla Sound agradecem do fundo do coração. Vamos continuar a espalhar a mensagem da Paz, do Amor, da União e da Consciência! Até Jah ;)

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Reportagem Black Uhuru


Lisboa, Cais do Sodré, Armazém F, 2 de Março
Reportagem Sunshine Reggae Crew:
José Marques aka Primitive Selekta | Fotos: Kiko Santos aka KikoZion

No passado dia 2 de Março fomos a Lisboa para mais uma grande festa reggae que teve como ponto alto a actuação dos Black Uhuru.
A noite começou com a actuação dos One Sun Sound, um soundsystem criado pela crew dos One Sun Tribe, banda de Cascais. Muita energia e muito conhecimento do mundo do reggae foi o que os One Sun Sound transmitiram e foram um óptimo "aperitivo" para o que se avizinhava.
45 minutos depois subiram ao palco os Rasites, banda jamaicana, que teve a honra de acompanhar os Black Uhuru (ou melhor, Michael Rose) nesta vinda a Portugal. Num estilo variado entre o «Roots» e o «Lovers Rock» os Rasites conseguiram, com uma atuação bem conseguida, juntar as pessoas que foram até ao Armazém F e criar um bom ambiente, quente, positivo e vibrante.
Já a noite ia avançada quando chegou a hora dos Black Uhuru subirem ao palco, mas não a banda original que habitualmente acompanha Michael Rose. Em vez deles calhou aos Rasites acompanharem Michael numa viagem até ao passado quase lendário dos Black Uhuru. Assim, apesar de se ter ouvido a banda num formato mais experimental ouviram-se aqueles grandes êxitos como «Sinsemilla», «General», «What Is Life», entre muitos outros clássicos. Sempre bom!
Concluindo, foi mais um grande evento em solo nacional a recordar, num espaço muito acolhedor como é o Armazém F que permitiu um contacto muito próximo e constante com as bandas e com o espírito de Jah!

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Reportagem Winter Jam



Carcavelos, Pavilhão Desportivo dos Lombos, 23 de Fevereiro
Reportagem: Ricardo Castro | Fotografia: Rodrigo Gatinho

O Winter Jam marcou o regresso a Portugal do conjunto californiano Groundation e a estreia nacional de duas lendas do reggae jamaicano, U-Roy e Junior Murvin. Contudo, «minado» por problemas logísticos, o início do espectáculo foi antecipado para a hora do jantar (perto das 20.30). O público tardou em chegar e foi neste ambiente morno que subiu ao palco a família rastafari portuguesa, One Love Family. A sua actuação teve, mais uma vez, a sua mensagem baseada nas palavras paz, liberdade e harmonia.
O primeiro grande momento da noite foi a entrada em palco de Junior Murvin. A voz aguda e inconfundível em «Police and Thieves», a vertente dancehall em «Muggers In The Street» ou uma versão dub muito bem conseguida em «Bad Man Posse» foram os destaques do alinhamento.
Pela hora da sobremesa, foi servido mais um reggae roots com décadas de história via Daddy U-Roy – ‘The Originator. Com 65 anos esta lenda viva do reggae, percursor do estilo MC, esteve em palco de forma notável. Com uma presença que absorvia a atenção de muitas pessoas que ainda ocorriam atrasadas à «chamada reggae», tivemos a oportunidade em escutar clássicos como «Wear You The Ball», «Wake The Town» ou «Natty Rebel». U-Roy fez-se acompanhar por uma excelente
formação de nove elementos composta por baixo, guitarra, ba-teria, teclas, instrumentos de sopro e duas vozes femininas.
Os cabeças-de-cartaz, Groundation, apresentaram um reggae com uma mensagem de positivismo e identidade muito próprias, fruto da fusão de elementos jazz e dub. O novo álbum, «Upon the Bridge», mostra um reggae mais maduro em canções como «Down» ou «Sleeping Bag-o-Wire». No entanto, foi a atitude energética do vocalista e guitarrista Harrison Stafford, os temas «Jah Jah Know» ou «Silver Tongue Show» que levaram ao rubro os milhares de espectadores.
O encore surpreendeu o público com a versão de «Get Up Stand Up», de Bob Marley, e na despedida ficou a promessa de regressarem a Portugal.

Este "report" é publicado hoje, quinta-feira, no Clip - Suplemento Cultural do Diário de Aveiro

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